quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Corpo carbonizado estava no porta-malas de um Meriva, sem placa. Foto: Maurício Gil

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Tamanho da fonte: A- A+Por: Claudio Emanuel 09/01/2014

Corpo da vítima que seria de um motoboy foi encontrado carbonizado dentro de um carro abandonado na Estrada de Guaxindiba. Segunda a polícia ele pode ter sido torturado

Um corpo supostamente do motoboy Gleidison Silverio Nunes, de 27 anos, foi achado na tarde de ontem, totalmente carbonizado, num trecho deserto da Estrada de Guaxindiba, em São Gonçalo. Testemunhas contaram aos policiais, que a vítima foi espancada e queimada viva por traficantes de drogas do Jardim Catarina, onde morava.
O delegado Wellington Oliveira, titular da Delegacia de Homicídios (DHSN) inaugurada na terça-feira, assumiu ontem mesmo as investigações do assassinato. De acordo com denúncias anônimas e investigações preliminares de policiais da 74ª DPº (Alcântara) do Setor de Investigações (SI), o crime seria atribuído a traficantes. O veículo carbonizado foi deixado na uma área deserta conhecida como ponto de desova de cadáveres. Testemunhas disseram aos policiais civis e do 7º BPM (São Gonçalo) que pelo menos quatro homens teriam participado do crime e fugiram num carro Siena, de placa ignorada.
O corpo carbonizado estava no porta-malas de um Meriva, sem placa. O veículo, segundo policiais, foi roubado pelos assassinos para essa finalidade. Os policiais de Alcântara investigam se o veículo usado no crime foi roubado ou furtado pelos criminosos.
Familiares do motoboy, moradores do bairro de Jardim Catarina Velho afirmaram que ele saiu de casa por volta das 9 horas, para trabalhar com fazia todos os dias. Sua motocicleta, modelo Honda Fan, preta, placa LLC-9821 (São Gonçalo) teria sido levada pelos assassinos.
O delegado Wellington Oliveira, espera ouvir nos próximos dias familiares da vítima e testemunhas para só então traçar uma linha de investigações do caso. Em princípio, ele já sabe através de denúncias anônimas que a execução da vítima, que seria Gleidison, teria sido ordenado pelo chefe do trafico de drogas da localidade. Após perícia de local, o corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó. O delegado em princípio vê necessidade de exames de DNA, para comprovar oficialmente a identidade da vítima.

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