Polícia recolheu restos de roupa queimada no quintal da casa onde mora família em Piratininga. Polyanna Katelin Silveira Ribeiro, de 10 anos, sumiu no último dia 2 de abril
Policiais do setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios (DH) de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí recolheram na tarde de ontem restos de roupas queimadas no quintal da casa onde mora a família da menina Polyanna Katelin Silveira Ribeiro, de 10 anos, desaparecida desde o último dia 2 de abril. O material será enviado para perícia. Também na tarde de ontem, policiais do setor da especializada colheram depoimentos dos pais da criança.
Marcele Silvério Moreira da Silva, de 33 anos, e Julio Cesar de Souza Ribeiro, de 34 anos, prestaram, separadamente, declarações de mais de quatro horas à delegada Daniele Amorim. Segundo ela, eles voltaram a contar que a filha desapareceu depois de sair de casa a pedido da mãe para comprar refrigerantes e bananadas em um bar na Rua Chico Xavier, a mesma em que mora a família.
A via fica próximo à Estrada Almirante Tamandaré, em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói. Daniele Amorim evitou divulgar detalhes dos depoimentos para não atrapalhar as investigações.
Para o próximo sábado (11), familiares estão organizando uma passeata pelas principais ruas de Piratininga em protesto contra o desaparecimento de Polyanna Ribeiro. A concentração está marcada para as 10 horas, na praia.
Depoimentos – O casal chegou na delegacia por volta das 14 horas e deixou o local somente após as 19 horas. A delegada também informou que um HD de computador que seria usado pela menina e que foi entregue pela família à polícia também passará por perícia no Instituto de Criminalística Carlos Eboli (ICCE) de Niterói.
Segundo a polícia, os pais da menor afirmaram que o aparelho apresenta defeito técnico, porém os agentes informaram que os dados registrados nele poderão ser recuperados para serem analisados.
De acordo com moradores da Rua Chico Xavier, na noite do sumiço da menina, um carro preto de placa não anotada foi flagrado por câmeras de segurança do sistema de circuito interno das casas dos moradores. Esse carro teria sido visto no dia seguinte circulando na localidade. Dois homens e um menino, segundo moradores, estariam no veículo.
“Não sei mais o que fazer para encontrar minha filha. Podem me chamar e a meu marido quantas vezes for necessário que estaremos aqui prestando todo auxílio à polícia. Estão acusando a gente de tudo. Em momento algum nossa filha sofreu qualquer tipo de violência. Só peço a essas pessoas que não prejudiquem o trabalho da polícia. Nada é escondido aos olhos de Deus”, disse emocionada ao deixar o gabinete da delegada, referindo-se a boatos espalhados pela internet.
O FLUMINENSE
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