sábado, 21 de março de 2015

Por WhatsApp, PM divulga vídeo ironizando pedido de reforço em delegacia do Rio Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/por-whatsapp-pm-divulga-video-ironizando-pedido-de-reforco-em-delegacia-do-rio-15658497.html#ixzz3V4aQAzBr

Um áudio de um policial militar do 16º BPM (Olaria) que foi chamado para auxiliar durante a prisão de um rapaz na 38ª DP (Brás de Pina) ironiza o pedido de reforço feito pelos agentes da delegacia. Na mensagem, que está sendo divulgada por WhatsApp, o sargento reclama de ter sido chamado à distrital, às 3h40 desta quinta-feira, para conter o preso. E ainda xinga os agentes da distrital.
“É revoltante. Nós, policiais militares somos os verdadeiros heróis, guerreiros por defender essa sociedade imunda”, começa a narração. Em 1 minuto e 42 segundos, ele explica, em tom de deboche, o chamado: “(Fomos chamados) para conter um vagabundo que está dentro da jaula enfurecido, batendo, gritando e dizendo que vai matar os policiais civis. Não é sacanagem não, uma viatura da Polícia Militar teve que se dirigir à 38ª DP porque os dois policiais que estão na delegacia estão se borrando de medo do preso e pediram auxílio da Polícia Militar.”
No final da mensagem, ele ainda pergunta: “Vocês conseguem acreditar nisso? Nem eu” e, em seguida, fala palavrões. O áudio teria sido encaminhado pelo celular do sargento a outros militares e depois enviado a outros grupos. Diante da repercussão das mensagens nas redes sociais, o delegado titular da 38ª DP, Paulo Henrique da Silva Pinto, registrou ocorrência contra o militar por desacato.
De acordo com o dinâmica narrada, o homem se apresentou espontaneamente na delegacia e disse que tinha contra ele um mandado de prisão. Ele - forte, com 1m80 e sem deixar ser revistado - estava "aparentemente drogado". Os agentes então o levaram para a cela e solicitaram apoio ao batalhão, que enviou, 30 minutos depois, uma viatura ao local.
Na distrital, o sargento teria dito que aquela não era sua função e se negado a ir até a cela.
- Foi um caso pontual e inadimissível de insatisfação do militar, que não traduz em nada o entrosamento e o sentimento de paz e união que existe entre o batalhão e a delegacia - criticou o delegado.
A mensagem foi anexada ao procedimento por Paulo Henrique. Uma cópia do registro também foi enviada a Corregedoria Geral Unificada (CGU) e o sargento já está respondendo a um procedimento administrativo em sua unidade

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