terça-feira, 24 de março de 2015

Estudantes à mercê da violência no Barreto

Constantes assaltos contra alunos e professores ao redor de escola mudam até itinerário de ônibus. Com medo, professores estão pedindo para serem transferidos

Alunos e professores da Escola Técnica Estadual (ETE) Henrique Lage, na Rua Guimarães Júnior, no Barreto, estão mudando a rotina devido aos constantes assaltos que acontecem ao longo do dia no entorno da unidade. Para se ter uma ideia da gravidade dos fatos, a direção pediu a uma empresa de ônibus que mudasse o itinerário do veículo para passar na porta do colégio nos horários de saída, de maneira que os alunos fiquem protegidos dentro da unidade aguardando o coletivo. Na semana passada uma professora teve o carro levado por dois bandidos armados em uma moto, quando lanchava na esquina do colégio. De acordo com a direção da unidade, com medo, professores estão pedindo para serem transferidos.
Vítimas contam que saíam do colégio quando foram abordados por criminosos, que atacam a pé ou de motocicleta.
“Eles não escolhem o horário. É de manhã, de tarde ou de noite. A verdade é que se algum aluno passar na rua sozinho, ele tem uma chance grande de ter as suas coisas roubadas”, relata um estudante de 17 anos.
Para Waldeck Nobre, diretor do Centro Educacional Tecnológico (Cetep), responsável por toda a unidade, não existe segurança em torno do Henrique Lage.
“Uma professora, após ser assaltada, chegou a pedir para trocar de unidade. Aqui precisa de policiamento, está horrível. Motos, bicicletas, carros, o que não falta são formas de abordagem”, contou.
Para tentar amenizar o problema, Waldeck disse que conseguiu junto à empresa Expresso Barreto que a linha 42 passasse na porta da escola em seis horários ao longo do dia (12h10, 13h05, 15h, 18h05, 20h10 e 22h05). Um cartaz foi colocado em pontos estratégicos para que os alunos pudessem ver.
O diretor do ensino fundamental do Henrique Lage, Mário Lázaro, disse que será agendado nos próximos dias uma reunião com o comandante do 12º BPM (Niterói), Gilson Chagas, para tentar resolver o problema.
“São assaltos atrás de assaltos. Até quando? Queremos uma solução antes que aconteça alguma tragédia”, desabafou o diretor.
O Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj) foi procurado para comentar a mudança no itinerário, mas até o fechamento desta edição não obtivemos resposta.
O Coronel Gilson Chagas, comandante do 12º BPM (Niterói), informou que chegou ao seu conhecimento os assaltos e determinou que viaturas da polícia fizessem rondas pela escola. Além disso, Chagas confirmou que nos próximos dias haverá uma reunião com os moradores no entorno da escola, mas por enquanto, a data não foi agendada.

O FLUMINENSE

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