segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Traficantes do Serrão fizeram moradores da Rua 22 de Novembro reféns e exigiram roupas novas para despistar polícia e fugir sem levantar suspeita
Pelo menos dez bandidos em fuga e armados com pistolas invadiram na noite da última terça-feira e madrugada de ontem várias casas na Rua 22 de Novembro para fugir da operação da Polícia Militar, que ocupou por tempo indeterminado o Morro do Serrão, no Cubango. Eles fizeram moradores reféns e exigiram roupas novas para despistar a polícia. Depois de trocarem a vestimenta, saíram tranquilamente pela porta da frente das residências, sem levantar suspeita.
Segundo a polícia, as vítimas disseram não ter condições de fazer retrato falado ou de reconhecê-los por fotos. Ontem homens do 12º BPM (Niterói) mantiveram a ocupação do Serrão e também nas favelas Juca Branco, Abacaxi e Boa Vista, onde no fim de semana ocorreram confrontos entre traficantes que lutam pelo controle das bocas-de-fumo nas comunidades.
Durante uma incursão pela manhã no Morro do Serrão, os policiais estouraram uma central de “gatonet” (TV a cabo pirata) instalada no alto da favela que distribuía sinal para toda a favela. Dentro da casa abandonada, em um pequeno quarto, foram encontradas duas máquinas caça-níqueis, uma antena, placas mãe, decodificadores, amplificadores de sinal e cerca de 20 metros de cabo.
O material foi apreendido e levado para a 77ª DP (Icaraí).
Ocupação - De acordo com o comandante do Batalhão de Niterói, tenente-coronel Gilson Chagas, a ocupação das favelas será mantida por tempo indeterminado apenas na comunidade do Serrão, controlada pela facção criminosa Comando Vermelho (CV), que segundo levantamento da polícia está prestes a ser invadida pela facção rival, Amigos dos Amigos (ADA).
O comandante também alega que se mantivesse as outras comunidades da Zona Norte ocupadas, não teria como manter o policiamento nas ruas da região sem prejuízo .
“Vamos manter a ocupação no Serrão. Ainda serão feitas buscas na favela para tentar achar possíveis esconderijos de armas e drogas na comunidade”, afirmou.
Memória – Segundo a polícia, os confrontos entre as comunidades da Zona Norte começaram no mês de maio, quando as trocas de tiros se tornaram mais intensas, com a utilização de armamento de grosso calibre e granadas.
Ainda de acordo com a polícia, no Morro do Serrão estaria sendo realizado toda semana baile funk patrocinado pelo tráfico para alavancar a venda de entorpecentes. Segundo investigações, o baile embalado por proibidões (músicas que fazem apologia ao crime), estaria atraindo grande público, inclusive do Rio de Janeiro, onde a realização desses eventos é reprimida nas áreas pacificadas.
O FLUMINENSE
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COMENTÁRIOS
Esta matéria possui 5 comentário(s)
Guilherme - 26/09/2013 - 08:37
Sou morador aqui da região e não aguento mais o poder que esses marginais impuseram aqui e no Fonseca... prender eles não vai adiantar nada!!
FALO MESMO - 26/09/2013 - 09:26
Esta na hora de mandar o BOPE para sacudir estes vagabundos.
José Luiz - 26/09/2013 - 13:03
Sem condições de reconhecer ou melhor traduzindo : foram ameaçados de morte se abrirem o bico e falarem demais
Rosemary - 26/09/2013 - 13:10
No que se transformou Niterói..... rota de bandidos oriundos das favelas do Rio. Meu Deus!!!!!! coitada da população, refém da insegurança instalada. Suas casas invadidas...suas roupas levadas....Enquanto isso... o Prefeito não dá sequer uma entrevista acerca do assunto....faz que não sabe...ou ouvidos surdos.....Deus tenha misericórdia de nós!!!!!!
lucia - 27/09/2013 - 09:41
Moro em Niterói há 30 anos e é triste ver uma cidade que já foi a cidade Sorriso, ser a cidade do medo.. não podemos mais sair para nos divertir, se sairmos para trabalhar corremos o risco de ser roubados, ou ser atingido por bala perdida..
No Fonseca, mais especificamente, são diários os assaltos, os roubos, o medo na cara das pessoas, a falta de policiamento, o descaso com Niterói!
É uma pena, é terrível conviver com essa situação e não ver as autoridades tomando providências..
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Policiais do Batalhão de Niterói realizaram incursão na favela e conseguiram apreender caça-níqueis e material usado na central de “gatonet”. Foto:
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