domingo, 20 de outubro de 2013

Mulher do dono da RedeTV, Daniela Albuquerque abre o jogo sobre sua vida

Quando Daniela Albuquerque lembra seu passado e fala sobre trabalho, ela diz que se orgulha de ver onde chegou. E não é para menos. Antes de ficar famosa, a apresentadora dos programas "Dr. Hollywood" e "Sob Medida" , da RedeTV!, já foi camelô e babá. "A gente tinha uma barraca de camelô. Com 14 anos, eu ia para o Paraguai comprar mercadoria. Meu primeiro emprego foi de babá. A minha chefe tinha uma loja e me pagava com roupas", revela. E a felicidade de Dani é ainda maior com a atual fase da sua carreira. "Agora, tenho nome e sobrenome. As pessoas falam mais sobre meu programa. Desapareceu muito aquela coisa de ‘a mulher do dono'. Não me incomodava porque sou mesmo. Mas quero ser reconhecida pelo que eu faço e não pelo meu marido", afirma a apresentadora sobre Amilcare Dallevo Jr., dono da RedeTV!, com quem é casada. Em entrevista ao MEIA HORA, Dani ainda fala sobre a filha, Alice, de 1 ano e 5 meses, e muito mais. Confira! Você sempre quis ser apresentadora? Não. Sempre tive o sonho de ser modelo. Desde pequena, eu desfilava na escola. As meninas se organizavam, pegavam as coisas das mães e faziam um concurso. Aí, as pessoas votavam na mais bonita. Sempre gostei de desfilar, fazer foto. A apresentação foi uma coisa que aconteceu. Fiz faculdade de Jornalismo e comecei a fazer estágio no programa da Olga Bongiovanni. Até que fui convidada para fazer o "Dr. Hollywood". Agora, quero melhorar o trabalho. Adoro apresentar o "Sob Medida". Não me vejo fazendo outra coisa. Você passou perrengue na infância? Quando meu pai morreu, eu tinha 5 anos. Minha mãe tinha outros filhos para criar. Ela foi mãe e pai. Então, a gente tinha uma barraca de camelô. Com 14 anos, eu ia para o Paraguai comprar mercadoria. Meu primeiro emprego foi de babá. A minha chefe tinha uma loja e me pagava com roupas. Passei perrengue, mas nunca passei fome. E nunca tive medo de trabalho. Hoje, me orgulho muito de ver onde cheguei. Poder dar uma coisa melhor para minha filha é ótimo. Fico muito feliz e orgulhosa por poder arrumar um quartinho bonito para ela, coisa que eu nunca tive. Não tem coisa melhor do que poder dar de tudo para um filho. Entrar num supermercado e comprar tudo para ela, comprar todas as frutas que ela gosta. Quando criança, eu tinha o básico. Hoje, compro tudo para a Alice. É muito legal. E a Alice é tranquila para comer? Nossa, ela come de tudo, parece uma draga. Come fígado, brócolis, come quiabo de se lambuzar. Ela me puxou. Eu como tudo. Adoro rabada com mandioca. Como foi mudar do Mato Grosso do Sul para São Paulo? Tinha 19 anos. Tinha uma irmã que morava em São Paulo. Aí, fui morar com ela. Foi difícil, mas não foi tão complicado quanto seria se não tivesse ninguém. Não estava acostumada com o trânsito. Quando cheguei, vi um monte de carro e pensava: ‘Nunca vou ser capaz de dirigir nesta cidade'. Mas a gente aprende. Minha mãe mora lá até hoje. Ela não gosta daqui, diz que é cidade de louco. Ela fica três dias e quer ir embora. Você se arrepende de alguma escolha? Nunca me arrependo de nada. Acho que, por mais que você erre, tudo é um aprendizado. Você erra para acertar depois. Só não pode persistir no erro. Penso que estou no caminho certo. Quando morava em Presidente Prudente, eu era noiva, estudava, era gerente de loja. De repente, parei de estudar, meu relacionamento não deu certo e surgiu a oportunidade de vir para São Paulo. Agradeço ou não teria conseguido tudo que consegui. Como é comandar duas atrações? É uma loucura, mas, como já fiz programa diário, acho até mais tranquilo. Gravo o "Dr. Hollywood" uma vez por mês. E o "Sob Medida" três vezes por semana. Consigo cuidar da Alice, fazer exercício. É corrido, mas consigo administrar. Estou curtindo. Com tanta correria, como você consegue tempo para se exercitar e cuidar da Alice? Consigo porque faço tudo em casa. Ela vai comigo para ginástica. Às vezes, vai comigo para o estúdio. Volto à tarde e brinco com ela. Tem dias que gravo de manhã e passo a tarde inteira com ela. Ela está com 1 ano e 5 meses. Está esperta. Aprendeu a me ligar pelo tablet. Ela ainda não fala, só resmunga. Quer ter mais filhos? Sim. Quero ter mais uns dois filhos, mas não sei se consigo. Meu marido já tem quatro. Uma vez, quando a Alice tinha um mês, falei para ele: ‘Como é bom ser mãe, como é bom amamentar. Quero ter outro'. Ele se assustou. Falou que eu estava parecendo um coelho. Gostaria de ter um menino, mas, se não tiver, também vou amar ter mais uma menininha pela casa. As pessoas te reconhecem nas ruas? O que elas mais te dizem? É tão gostoso. As pessoas gostam de tirar foto. Eu adoro quando eles vêm conversar comigo sobre o meu trabalho. É um reconhecimento. Quando eu comecei, falavam: ‘Olha a moça do Dr. Hollywood'. Agora, conhecem o meu nome. Seu marido é mais velho que você. Ele te dá dicas profissionais? Ele me dá várias dicas. Ele é muito verdadeiro. Se eu tenho que melhorar alguma coisa, ele fala. Ele não passa a mão na cabeça. A minha mãe e minha irmã também me dão dicas, dizem o que não gostaram no programa. Vocês conseguem parar de falar de trabalho em casa? Aqui em casa é proibido falar de trabalho, principalmente na hora do jantar. Claro que nem sempre é possível, mas a gente procura muito não falar de trabalho. Senão, a gente enlouquece. A gente procura falar de outras coisas. É mais difícil ser mulher do dono da emissora? Você tem que provar o tempo inteiro que tem potencial? Hoje é bem menos. Agora, tenho nome e sobrenome. As pessoas falam mais sobre o meu programa. Desapareceu muito aquela coisa de ‘a mulher do dono'. Não me incomodava porque eu sou mesmo. Mas você ser reconhecido pelo seu trabalho é muito importante. Eu ralo para caramba, estudo, me dedico. Sou bem caprichosa, gosto de fazer bem feito. Quero ser reconhecida pelo que eu faço e não pelo meu marido. É verdade que você vai desfilar no Carnaval do ano que vem? Sim. Eu vou desfilar na Grande Rio como destaque de chão. Gosto muito de Carnaval, mas nunca desfilei na vida. Nesta semana, vou começar aulas de samba para não ficar nervosa e não fazer feio. Estou ansiosa, superanimada.

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