sábado, 19 de outubro de 2013

Esquemão no Detran manda 88 pra cadeia

Quadrilha que agia em postos de vistoria envolve funcionários, empresários e até PMs O maior esquema de fraude em documentação de veículos dentro do Detran do Rio, que rendia à quadrilha R$ 2 milhões por mês, foi desmontado, ontem. Durante seis meses de investigação, 700 carros foram identificados, e 181 pessoas, das quais 136 eram ou são funcionários do órgão, três PMs, zangões (despachantes sem registro) - um deles ligado à milícia na Zona Oeste - e até donos de empresas, acabaram denunciados à Justiça. Até o início da noite de ontem, 88 dos 112 dos que tiveram a prisão decretada foram para a cadeia por suspeita de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, inserção de dados falsos e supressão de documentos públicos. Para legalizar caminhões, táxis, ônibus, vans e carros de passeio irregularmente, o grupo exigia propina que variava de R$ 50 a R$ 1 mil. A Operação Cruzamento, da Corregedoria do Detran, do Ministério Público (MP) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), começou às 6h. "Os veículos envolvidos já tiveram restrições administrativas deferidas", disse o corregedor do Detran, delegado David Anthony Alves. A quadrilha agia nos postos de vistoria de Santa Cruz, Campo Grande e Barra da Tijuca, na Zona Oeste; Ceasa (Irajá) e Vila Isabel, na Zona Norte; Belford Roxo e Nova Iguaçu (Baixada) e São Gonçalo, além do posto da sede, Centro.

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